Lenne Solli

bate papo diversificado: o blog trás assuntos sobre diversos temas da educação

Blog: um meio facilitador ! abril 23, 2010

Filed under: Uncategorized — lenileesoli @ 1:23 am

O blog é uma ferramenta  pelo qual podemos comunicar e  informar, contribuindo  para obtenção e  construção de conhecimentos onde  os educandos podem também  copartilhar seus conhecimentos  já adqueridos . Entretando,  para que possa ser utilizado de forma produtiva, o professor que é um mediador de conhecimentos, deve planejar suas atividades e deixar claro qual o objetivo a ser alcançado na utilização dessa ferramenta, pois o blog por ser um meio de comunicação pode conter outras informações e conteúdos que não dizem  respeito a educação ou  ao assunto desejado pelo professor.

 

Teologia da libertação e pedagogia libertadora:em poucas palavras. abril 22, 2010

Filed under: Uncategorized — lenileesoli @ 10:16 pm

      O texto Teologia da Libertação e Pedagogia libertadora, mostra a luta do pobre enquanto oprimido para libertar-se. O oprimido é aquele que assume “conscientemente ser o outro” frente ao poderoso “rico”. Ele carece dos elementos que lhe poriam nas mãos o poder o saber e a riqueza é considerada não sem fundamentos, um carente ele carece principalmente de bons materiais necessários a manutenção de um crescimento equilibrado de uma existência humana digna. O pobre que é visto como oprimido por uma falsa ideologia de quem nasce pobre morre pobre, onde a fé e a cultura dominante era reproduzida pela sociedade. Porem  realidade começa a mudar com a luta  tornando capazes de sair do seu estado de pobreza e opressão para a libertação dentro da história. Neste contexto o dever do estado era o de garantir a educação para todos, a fim de que a pessoa fosse capaz de compreender os seus direitos e deveres perante o estado e a sociedade. A pedagogia libertadora quer tornar o pobre capaz de pensar, agir de uma maneira original, e capaz de ser autônomo.

A Educação Libertadora é uma proposta suficientemente ampla e consistente para crescer junto com as mudanças sociais que se vão desenhando e alcançando no terceiro mundo.

Referência: teologia da libertação e pedagogia  libertadora 1992/ Rogério I. A. Cunha.

 

Histórico da EJA.

Filed under: Uncategorized — lenileesoli @ 10:08 pm

   No texto bases legais e histórico, descritos no parecer 2000, aponta os elementos pelos quais a educação de jovens e adultos (EJA) passaram ocasionando em transformações do processo educacional.

      Foi na constituição imperial de 1824 que a instrução primária e gratuita foi destinada a todos os cidadãos livres e aos libertos, entretanto, nessa época não era prioridade política a educação de crianças, quanto mais educação para adolescentes ,  jovens e adultos. A educação era destinada a elite afim de ocupar funções burocráticas imperial ou trabalho intelectual.     Em 1879 com a reforma de ensino apresentada por Leôncio de Carvalho  que previa a criação de cursos  para analfabetos livres e libertos do sexo masculino com a carga horária de 2 horas durante o verão e de 3 horas no inverno, com as mesmas matérias do diurno. Assim então, surge a tentativa de alfabetizar os jovens e adultos até então analfabetos.

      Em 1891 na constituição republicana a gratuidade da instrução foi retirada de seu texto, porém  para exercer o direito de voto a pessoa deveria ser alfabetizada, na tentativa de mobilizar os analfabetos a buscarem por iniciativa própria o curso de primeiras letras. A constituição republicana dava continuidade  á descentralização da educação escolar promovida pelo ato adicional de 1834. Os estados que fizeram empenho no sentido de acabar com o analfabetismo e de impulsionar o ensino primário invocarão este artigo da constituição a fim  de implicar a união nestas iniciativas , sobretudo sob a forma de assistência técnico-financeira.

      No inicio da republica,seguindo uma tradição vinda do final do império, cursos noturnos de “instrução primária” eram postas por associações civis que poderiam oferecê-lo em estabelecimentos públicos desde que pagassem as contas de gás. Eram iniciativas autônomas de grupos, clubes e associações que almejavam, de um lado, recrutar futuros eleitores e de outro atender demandas específicas.  Com o decreto número 981 de 1890 foi instituído o exame de madureza cuja a finalidade era de exames para estudantes que haviam concluído o ginásio nacional e que desejassem matrícula nos cursos superiores de caráter federal.

Nos anos 20, muitos movimentos civis e mesmo oficiais se empenham na luta contra o analfabetismo considerando um “ mal nacional “ e “ uma chaga social “. Futuramente em 1921 foi realizada uma conferência interestadual, convocada pela união, a fim de discutir os limites e as possibilidades do artigo 35 da constituição então vigente face ao problema do analfabetismo e das competências da união face ás responsabilidades dos estados em matéria de ensino. Ela acabou por sugerir a criação de escolas noturnas voltadas para os adultos com a duração de um ano, onde a união deveria subsidiar parcialmente o salário e o estado o restante do salário e o material didático  de professores primários em escolas rurais.

      Com a reforma de 30 a educação primária alcança alguns avanços, porém, a escolarização de adolescentes, jovens e adultos não ganha status de uma educação sistematizada. Em 1934 a constituição reconhece em caráter nacional, a educação como direito de  todos, inclusive adultos, direitos gratuitos e obrigatório.

      Em 1936 e 1937, seria votado leis voltadas para o ensino supletivo, que deveria ser  destinada a adolescentes, adultos analfabetos e aos que pretendiam instrução profissional, porém devido ao golpe que instituiu o estado novo a lei não chegou a ser  votada. No então estado novo era estimulada a criação de associações a fim de instruírem os jovens em disciplinas morais, eugênicas, cívicas e de segurança nacional. Com o alto índice de analfabetismo, com a necessidade de força de trabalho treinada para os processos de industrialização e a busca de um maior controle social, faz do ensino primário um objeto de maior atenção, com recursos que deveriam ser repassados ao ensino primário através de convênios denominado convênio nacional do ensino.

      A constituição de 1946 reconhece a educação como direito de todos. A  primeira lei de diretrizes e bases brasileira afirma: o ensino primário será obrigatório a partir dos sete anos , os que iniciarem depois dessa idade, poderão ser formadas classes especiais ou cursos supletivos. Ainda a mesma lei Nº 4.624/61, determina que aos maiores de 16 anos poderiam receber certificado do curso ginasial desde que apresentassem o exame de madureza, que poderiam ser realizados em estabelecimentos oficiais e em escolas privadas desde que fossem autorizadas pelos conselhos e secretarias.

      A constituição de 1967 mantém a educação como direito de todos estendendo a obrigatoriedade até os quatorze anos a partir dessa idade surge o conceito de jovem que seria a referência para o ensino supletivo. Também em 1967 foi criado o Movimento Brasileiro de Alfabetização o MOBRAL,  com o objetivo de erradicar o analfabetismo e propiciar a educação continuada de adolescentes e adultos. Em 1968, com recrutamento militar todos os recrutas com dezessete anos de idade que ainda não fossem alfabetizados deveriam ser enviados a autoridades educacionais competentes para então serem alfabetizados. Em 1969 pela primeira vez a expressão, direitos de todos e dever do estado para a educação é proferida na Emenda da junta militar.

      Com a lei Nº 5.692/71, o ensino supletivo ganhou capítulo próprio com cinco artigos. Em 1972 no parecer do Cons. Valnir Chagas, são destacadas quatro funções do então ensino supletivo: a suplência (  substituição compensatória do ensino regular pelo supletivo via cursos e exames com direito a certificação de ensino 1º grau para maiores de 18 anos e de ensino de 2º grau para maiores de 21 anos ), o suprimento ( completação do inacabado por meio de cursos de aperfeiçoamento e de atualização), a aprendizagem e a qualificação. Elas se desenvolviam por fora dos então denominados ensino de 1º e 2º graus regulares. Este foi um momento de intenso investimento público no ensino supletivo e um início de uma redefinição da aprendizagem e qualificação na órbita do ministério do trabalho.

      Por fim, as bases legais vigentes onde a Constituição Federal do Brasil incorporou como princípio que toda e qualquer educação visa o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. A  Constituição afirma que a educação é para todos e um direito de todos sem distinção.    

Referência: Bases legais e histórico da EJA ( parecer cne/ceb/ 11/2000 ) 

 

Ferramentas administrativas do worpress: como fazer abril 20, 2010

Filed under: Uncategorized — lenileesoli @ 11:48 pm

 1-Aparência: por meio desta ferramenta, podemos modificar a cor da fonte do blog, o tema do mesmo, e também personalizar da maneira que o usuário deseja.

2- post : Esta ferramenta é utilizada para adicionar novos textos,  clicando na opção adicionar novo  , posteriormente adiciona o texto desejado  e depois seleciona  a opção publicar.

3- Comentário: por meio desta podemos comentar, acrescentar, dar opinião nos textos já publicados em outro blog.

4- Usuário: com esta ferramenta podemos mandar convites para outro usuários, determinar quem  pode ser administrador ou somente colaborador e definir as configurações pessoais.

5-Painel: com esta ferramenta  é possível visualisar a quantidade de posters, comentários, e os usuário pertencentes a seu glog.

 

Resenha do livro: Da mistificação da escola a escola necessária, de Neidson Rodrigues

Filed under: Uncategorized — lenileesoli @ 10:28 pm

 

      No livro da mistificação da escola á escola necessária o autor Neidson Rodrigues afirma, que a educação não pode se assentar em falsidade quando: primeiro, deixa de estudar o passado como objeto de investigação e passando a tratá-lo como objeto de contemplação e veneração. Segundo, quando a educação é pautada por uma pedagogia futurista e em terceiro, quando a educação escolar não concorre para que o educando compreenda o mundo vivido ( suas contradições, as forças sociais em luta, o desejo de poder que governa as relações entre homens e o mascaramento dos interesses pela mistificação da linguagem.

      O autor  também afirma que, a escola não pode se converter em instrumento para difundir ideologias de verdades parciais que beneficiam a um determinado grupo ou classe que detém o poder e que busca tornar a sua verdade em necessidade da maioria. Quando a escola se torna vítima do processo, como instrumento, que para a realização dos objetivos ideologizados pelos grupos que detentores do poder de decisão, ela cumpre bem sua missão: forma consciência, prepara lideranças, difundi valores, prepara trabalhadores para o trabalhado requerido.

      Segundo o autor é necessário a construção de uma escola atual: a “escola necessária”. O autor pontua algumas características que ele juga serem fundamentais  nessa construção. Para o autor  a escola necessária, é uma escola democrática, onde seus educandos são preparados para serem aptos a exercer a democracia e a cidadania. A escola democrática compreende e permite o conflito, e que é capaz de administrá-lo, ela também é uma instituição de cultura que deve saber socializar o saber, a ciência, a técnica e as artes produzidas socialmente, para que todos possam ter acesso a esses bens culturais. A escola democrática também precisa atender  a exigência de contemporaneidade histórica da escola, capacitando seus educandos no desenvolvimento, compreensão e entendimento da realidade vivida, permitindo que o educando seja capaz de entrar no mundo dessa realidade para entendê-lo.   
 Neidson ainda afirma,  que a  escola necessária exige um professor com um perfil diferente para o trabalho escolar, que esteja apto a cumprir suas tarefas e exige também um currículo e uma organização administrativa necessária e  precisa viver de forma radical os seus  processos e formas de  avaliação.   

     O educador  deve estar comprometido politicamente com a sua tarefa de educador,tendo consciência da  responsabilidade que lhe foi confiada . O autor afirma que a medida que educador enquanto educador, compreende a importância social do seu trabalho, a dimensão transformadora da sua ação, a importância social, cultural, coletiva e política da sua tarefa, ou seu compromisso cresce, ele deve assim compreender a importância coletiva do seu trabalho. Esse educador precisa também de preparação técnica, educador comprometido politicamente já está com a vontade direcionada para sua preparação técnica.

      Quando se trata de currículo, o autor afirma que o mesmo, é o instrumento através do qual a escola vai preparar o indivíduo para o exercício da cidadania.

      Sobre a avaliação o autor afirma que ela não pode acontecer de forma individualizada, segmentada e  isolada. A avaliação deve ser considerada pelos educadores, como uma tarefa coletiva, de todos, e não uma obrigação formal, burocrática e isolada no processo pedagógico.

 

Educação e tecnologia abril 9, 2010

Filed under: Uncategorized — lenileesoli @ 1:56 am

Acreditamos que a tecnologia pode contribuir e facilitar nos processos de aprendizagem. A escola por sua vez deve cumprir com o seu papel  que proporciona o espaço de troca de informações, onde o  educando tenha acesso a essas informações em um ambiente que contemple a aprendizagem e tecnologias. Com tudo, o professor que é um dos sujeitos desse processo deve nas suas práticas encadear o ensino, aprendizagem e tecnologia de forma integrada.

Portanto, quando há um ambiente propício que contemple articulado: conteúdo, metodologia, planejamento, tecnologia e o professor que torna isso possível, consequentemente, há educação apoiada pela tecnologia.

 

FUNÇÃO REPARADORA,EQUALIZADORA E QUALIFICADORA DA EJA abril 7, 2010

Filed under: Uncategorized — lenileesoli @ 10:47 pm

Função reparadora: Fazer reparação desta realidade ( educação para negros e índios em especial). Significa não só a entrada no circuito de direitos civis pela restauração de direito negado, o direito a uma escola de qualidade, mas também o reconhecimento da igualdade ontológica ( parte da filosofia que trata do ser enquanto ser independente de suas particularidades) de todo e qualquer ser humano.

Função Equalizadora: Da cobertura a trabalhadores e a tantos outros segmentos sociais como donas de casa, migrantes, aposentados e encarregados,  a reentrada no sitema educacional dos que tiveram uma interrupção forçada seja repetência ou seja evasão, seja pelas desiguais oportunidades de permanência ou outras condições adversas, deve ser saudada como uma reparação corretiva, ainda que tardia de estruturas arcaicas, possibilitando aos indivíduos novas inserções no mundo do trabalho, na vida social, nos espaços da estética e na abertura dos canais de participação.

Função Qualificadora ou permanente: Propicia a todos a atualização de conhecimento por toda a vida. Ela é o próprio sentido da EJA. Ela tem como  base o caráter incompleto do ser humano cujo o potencial de desenvolvimento e de adequação pode se atualizar em quadros escolares e não escolares. Ela é um apelo para a educação permanente e criação de uma socidade educada para o universalismo, e solidariedade, a igualdade e a diversidade.